Considere-se agora um circuito eléctrico cujo gerador (bateria ou dínamo) se supõe manter, no extremo A, uma tensão constante de 120 volts entre dois condutores paralelos, o voltímetro Vm de alta resistência. Enquanto a corrente do gerador D não circula, o voltímetro Vm2 marcará igualmente 120 volts no extremo B (desprezando a parcela de tensão empregada para impedir a insignificante corrente que passa pelo voltímetro). Disto se conclui que a voltagem ou pressão pode existir mesmo no caso quem que pelos fios condutores não esteja circulando corrente alguma, desde o gerador continue funcionando. Fechando-se em B o interruptor I a lâmpada L (para 110 volts) se acende e cada um dos amperímetros AM regista a passagem de 1 ampère pelo circuito. O voltímetro VM, do lado A, continua a marcar os 120 volts, porém o registo de Vm2, do lado B baixou a 110 volts: a lâmpada funciona com pleno brilho.

Há, pois, uma diferença de potencial entre os pontos extremos A e B igual a 10 volts, diferença essa empregada para vencer a resistência da linha ao passar por ela 1 ampere de corrente. A pressão útil do ponto B aproveitável na lâmpada é, portanto, de 110 volts; tal diferença de potencial obriga a lâmpada a ser atravessada por 1 ampere. Se, como vimos, foram consumidos 10 volts para fazer passar 1 ampere pela linha, a resistência desta, segundo a fórmula (3) do cap. V é de 10 ohms.

Se o duplo fio condutor é de seção uniforme e mede 150 metros de comprimento entre A e B,o voltímetro indicará 116,66 volts quando colocado em paralelo nos fio condutores e ligado aos pontos 1 e 2 a 50 metros de A; colocado a 100 metros de distância (pontos 3 e 4) o aparelho registará 113,33 volts à distância de 150 metros teremos, finalmente, os 110 volts já registados pelo voltímetro Vm2. A queda de potencial ao longo da linha é directamente proporcional ao seu comprimento e resistência.

O voltímetro Vm3 montado sobre um dos fios. se pudesse abranger os 150 metros de comprimento do condutor, indicaria a diferença de potencial de 5 volts perdidos, verificando-se idêntica perda no outro fio (voltímetro Vm4). Uma vez que semelhante perda se realiza em 150 metros de fios de resistência uniforme, a perda por metro será de 0.066 volts.

Em 6 coloque-se em paralelo uma segunda lâmpada L2 de resistência tal que os amperímetros Am indiquem 2 amperes. O voltímetro Vm, em A, continua a marcar os 120 volts, porém Vm2, do lado B regista agora, 100 volts apenas. A diferença de potencial entre os extremos A e B é de 20 volts, visto que neste caso é preciso corrente dobrada para que ela possa passar por uma resistência dupla. A pressão ou voltagem utilizável aplicada às lâmpadas é de 100 volts. Se as lâmpadas funcionam sob o regime de 110 volts, elas, no caso presente, não fornecerão todo o seu brilho. Se, entretanto, os fios condutores apresentassem o dobro da secção, a perda de voltagem nos fios ficaria reduzida à metade e, consequentemente, no extremo da linha seria mantida maior diferença de potencial, ou seja, 110 volts. Neste caso, as duas lâmpadas voltariam a funcionar com brilho pleno.

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