Se a corrente que vai passar pelo galvanômetro G for muito intensa, ou se o enrolamento de G for muito curto para resistir a uma corrente bastante forte, faz-se com que apenas pequena fracção da corrente total circule pelo referido aparelho: o resto da corrente passará através da resistência S, ligado entre os bornes do galvanômetro. Tal resistência forma uma espécie de ponte por onde se deriva a corrente: a esta resistência dá-se o nome shunt . Se tanto a resistência do galvanômetro como a da derivação for de 1 ohm, metade da corrente passará pelo aparelho e metade pela derivação a que demos o nome de shunt.

Se a resistência de G for de 2 ohms e a do shunt 1 ohm, pela bobina do galvanômetro passará duas vezes menos corrente quando em confronto com a que passa pela derivação. Isto quer dizer que a corrente registada pelo aparelho deve ser multiplicada por 3 a fim de se obter o valor da corrente total fornecida pela bateria. Por meio de resistência shunts pode-se, pois, aumentar a escala indicadora de tais instrumentos de medição.

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