Suponha-se que dispomos de duas vasilhas, cada uma com a mesma quantidade de água, ligadas entre si por um tubo: tais vasilhas estão colocadas sobre uma mesa e, portanto, têm o mesmo nível. O tubo que liga os dois vasos está cheio de água, mas o líquido não circula de uma para outra vasilha porque, nos dois extremos do tubo, a pressão é a mesma. Se, porém, colocarmos a vasilha A em nível mais elevado do que a B, criaremos com isso diferença de pressão entre as extremidades do tubo: a água circulará do nível mais alto para o mais baixa. Fato que tem certa analogia com o que acabamos de descrever é o seguinte: se dois pontos de uma barra metálica apresentarem a mesma temperatura, é intuitivo que não haverá passagem de calor de um ponto para outro: poderemos dizer que estão eles no mesmo nível térmico. Aumentando-se, porém, a temperatura de um dos pontos, o de temperatura mais elevada transmitirá, calor ao de temperatura mais baixa.

A palavra potencial tem, na técnica da eletricidade, o mesmo sentido que têm os vocábulos pressão no que se refere aos gases, altura em relação aos líquidos e temperatura com referência ao calor. Isto explica porque, na pilha elétrica, são utilizados dois corpos postos também em diferentes níveis do potencial. Esta diferença de potencial dá origem à corrente elétrica que circula entre o carvão e o zinco. Quanto maior for a diferença, tanto mais intensa será a corrente. O potencial é, pois, uma espécie de tensão ou pressão elétrica, e força eletromotriz é a diferença de potencial entre dois pontos.

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