As linhas telegráficas são construídas geralmente, com fio de ferro zincado, de 4 ou 5 milímetros de diâmetro, com retorno pela terra.
O de 4 mm, empregado pela maioria das estradas de ferro do Estado de São Paulo, apresenta a resistência elétrica de 10 ohms por quilômetro. O fio é apoiado, geralmente, sobre isoladores de porcelana. A fim de se garantir o bom funcionamento da linha telegráfica, o emprego de isoladores de boa qualidade se impõe, uma vez que, por maior cuidado que se tenha com o isolamento, durante o tempo húmido há sempre desvios de corrente para a terra através do próprio isolador, do pino suporte, da cruzeta e do poste implantado no solo. Pinos, cruzetas e postes podem ser de madeira ou de ferro. Pinos e cruzetas de madeira, entretanto, asseguram melhor isolamento, notadamente em tempo chuvoso.
As emendas dos fios condutores devem ser soldadas, a fim de se garantir franca passagem à corrente.
Atente-se para o seguinte fato: cada ponto de apoio dos fios condutores, em plena linha, deve ser considerado como um desvio à terra mais ou menos eficaz. Se o isolamento é bom (isolador de boa qualidade, pino de madeira parafinado e cruzeta de madeira, como os adotados atualmente na E.F.A.), a corrente que por ali se escoa pode ser insignificante. Se, porém; o isolamento é mau, maior porção de corrente por ali deriva, principalmente em tempo húmido. Alguns milhares destes pontos fracos que naturalmente se apresentam nas extensas linhas, exercem efeito extremamente funesto sobre a intensidade da corrente transmitida. Isolamento muito precário faz com que a corrente elétrica, durante as chuvas, não atinja a estação extrema, como acontecia antigamente nas linhas telegráficas da E. F. Araraquarense.

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