Tomemos um fio condutor, em forma de círculo, e colocado verticalmente numa caixa de madeira de modo que a metade dele apareça por sobre a tampa da referida caixa. Forcemos a passagem da corrente elétrica pelo fio e espalhamos limalha de ferro por sobre a tampa percutida. As partículas de limalha, dispõem-se de tal forma que procuram formar círculos em torno do fio (figura 60). Perto do centro do condutor circular tais partículas se dispõem quase paralelamente ao eixo do mesmo condutor. Pesquisando o campo, por dentro e por fora, mediante uma pequena bússola: a agulha imantada, toma em qualquer ponto a direção da limalha, e o seu pólo N aponta o sentido das linhas de indução do campo magnético. Na figura 60, as setas intercaladas nas linhas de indução indicam, em diferentes posições, qual a direção que a agulha tomará.

Aplique-se a regra da mão-direta indicada no parágrafo 9, e o resultado confirmará a posição das agulhas na figura 60. Como se vê da figura 61, em se tratando de corrente circular, todas as linhas de indução penetram na área do círculo sempre por uma das faces que formam a superfície imaginária do mesmo círculo, e saem todas elas pela face oposta.

Se uma peça de ferro A estiver suspensa sobre condutor curvo pelo qual circule uma corrente, tal peça tende a ser tracionada para baixo: o eixo dela é levado a coincidir com o eixo do conduto circular. O ferro é atraído até a posição em que ele possa recolher, através de si mesmo, o maior número de linhas de indução magnética gerada pela corrente. Igual tendência terá a peça B, também de ferro, figura 62, onde o circuito da corrente é retangular. Inspecionando-se as duas figuras observa-se que maior número de linhas atuam sobre as peças quando o circuito tem a forma curva (figura 61) do que quando apresenta a forma retangular ou outra qualquer. Pela razão Indicada, quase todos os enrolamentos de bobinas, galvanômetros etc, são circulares, com proveito para o máximo efeito magnético da corrente.

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