Nela se vê um induzido de anel sobre o qual estão enroladas oito bobinas (este número poderia ser muito maior). O extremo final de cada uma delas está ligado ao começo da que vem em seguida, de maneira que o total do enrolamento forma circuito fechado completo. No instante em que as bobinas arrastadas pelo anel chegam à posição indicada na figura, a força eletromotriz nelas desenvolvida actua sobre o enrolamento na direção indicada pelas setas. Pelas bobinas não passa corrente, uma vez que as forças eletromotrizes criadas nas duas metades atuam no mesmo sentido no ponto A, com as conseqüentes direções opostas no ponto E.
É possível, porém, obter corrente constante nas bobinas, desde que se utilize um coletor formado por vários segmentos, como logo veremos. Ligando-se os pontos A e E aos bornes de um voltímetro no instante em que o enrolamento das referidas bobinas ocupa a posição que se vê, verificar-se-á que existe diferença de potencial entre os citados pontos, sendo A o positivo e E o negativo. Por conseguinte, se ligarmos estes dois pontos a um circuito externo, por tal circuito circulará uma corrente elétrica: a corrente gerada pelas bobinas passará para
o exterior pelo ponto A, voltando às bobinas pelo ponto E, durante o instante em que as bobinas estejam na posição representada pela figura.
Entretanto, desde que a bobina haja girado a oitava parte da rotação, a diferença de potencial entre A e E começará a baixar: a máxima diferença de potencial será encontrada agora entre HeD. Outra oitava parte de rotação produzirá diferença máxima de potencial entre G e C, e assim sucessivamente. A medida que a bobina vai girando, esse máximo aparecerá sempre entre as duas espiras diametralmente opostas que na ocasião estejam atravessando o diâmetro vertical x y.

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