A fim de se evitar o perigo de descuidos semelhantes, próximo ao gerador instalam-se fusíveis sobre cada condutor. Quando a corrente excede certos limites, os fusíveis fundem-se, interrompendo assim o circuito: a corrente cessa de circular. Na entrada dos edifícios providos de instalações eléctricas da rede externa instalam-se também fusíveis protectores.

Suponhamos que a turbina executa 1600 R.p.m., correspondentes a 3,5 quilos de pressão por centímetro quadrado em C. Entretanto essa não é a pressão real, ou por outra, não é a que seria registada por um manómetro de mola colocado no citado ponto. A turbina, ao funcionar como medidora ce pressão, aumentará a passagem da água no ponto C, sabido que boa parte do líquido, forçosamente, se descarregará através da parte rotórica. Portanto, no referido ponto, como é fácil de imaginar, a pressão resultará mais alta quando não houver escoamento
de água, ou seja, quando a turbina não estiver ligada, caso em que a pressão irá muito além dos 3.5 quilos acima referidos.

Suponhamos, por outro lado, que a turbina é suficientemente pequena e bastante sensível a ponto de poder funcionar com insignificante saída de água: a pressão real existente em C será, então registada com aproximação muito maior. A água que sai por B não fica praticamente diminuída, uma vez que ao medir-se a pressão apenas se consome ínfima quantidade do líquido circulante.

Quando se mede a corrente eléctrica a tensão também será maior do que a indicada pelo aparelho, já que certa quantidade dos volts é gasta na medição. Para medir-se a voltagem (diferença de potencial) entre dois pontos será, pois, necessário o emprego de voltímetro cuja bobina seja constituída por fio muito comprido e fino e, por conseguinte, de elevada resistência Ôhmica: desta forma circulará pelo aparelho corrente insignificante, embora ainda suficiente para actuar sobre a equipagem móvel, geralmente bastante sensível.

Quanto menor for a corrente que circule pelo voltímetro, tanto mais próximo da realidade estará o resultado da medição. Em franca analogia com a insignificante saída de água, os melhores voltímetros apresentam resistência elevadíssima: a corrente que por eles circula, insignificante como é, pode ser desprezada. Quando se coloca o voltímetro em paralelo com determinada parte de um circuito, a resistência dessa parte continua praticamente sendo a mesma. Em consequência da elevada resistência do aparelho, a corrente que circula em
tal trecho não sofrerá alteração perceptível.

Disto tudo se conclui que, em vez de medir a corrente que passa por determinada parte do circuito (ou que passa pelo próprio aparelho), o voltímetro mede apenas a diferença de potencial existente entre os seus próprios bornes. Nos amperímetros sucede o contrário, pois a corrente cuja intensidade se deseja conhecer deve passar toda ela através do aparelho (ou do aparelho e do seu shunt, quando este é empregado).

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