O funcionamento do Interruptor automático empregado nas bobinas de indução é semelhante ao do interruptor das campainhas elétricas, como pode ver-se na figura 147. Apertando-se o contato C, fecharemos o circuito da bobina primária e. conseqüentemente, a corrente da bateria B circulará percorrendo o caminho seguinte: pólo positivo: — enrolamento da bobina primária; — contato interruptor I; — armadura vibratória A; e, completando o circuito, pólo negativo. (Como veremos mais tarde, o condensador Cd não deixa passar a corrente contínua.) A força elástica da mola M obriga a armadura A a permanecer encostada no contato I . A ponta do parafuso P, regulador do contato I, é constituída por platina. e um pequeno disco do mesmo metal está isolado na armadura vibratória no ponto em que se estabelece tal contato. Emprega-se a platina a fim de se evitar a oxidação do contato motivada pelas pequenas faíscas que ali aparecem.
No momento em que a corrente circula pelas espiras da bobina primária, o núcleo de ferro N fica fortemente imantado. A armadura A é então atraída, uma vez que a força elástica da mola M é inferior à força atrativa do referido núcleo. O movimento da armadura desfaz o contato I. com a conseqüente interrupção do circuito; a corrente deixa de circular, desaparecendo assim o magnetismo do núcleo N. A mola M leva novamente a armadura ao contato /; a corrente circula de novo, repetindo-se os mesmos fenômenos. A armadura vibra continuamente à maneira de campainha elétrica: o circuito faz-se e desfaz-se milhares de vezes por minuto. Conseqüentemente, entre os extremos 1 e 2 do secundário brotam rumorosas centelhas elétricas.
A cada fechamento do primário corresponde uma corrente induzida inversa no secundário. A cada interrupção na corrente primária corresponde uma corrente induzida direta no secundário. Por conseguinte, a intermitência da corrente no primário produz correntes alternadas no secundário.
A auto-indução no circuito primário tem grande Importância no funcionamento da bobina. Durante o curtíssimo espaço de tempo em que se fecha o circuito primário, uma corrente induzida de auto indução
e de sentido contrário à corrente da bateria, circula no próprio primário.
A auto-indução de fechamento, que de zero vai a um máximo para depois decrescer rapidamente, é gerada a expensas da fonte de energia elétrica. Ao interromper a corrente primária, a mesma quantidade de energia exigida da bateria por ocasião do fechamento do interruptor, é restituída pela bobina primária; pequena faísca aparece então entre os contatos do interruptor I.
A aludida faísca faz com que a interrupção da corrente seja adiada por mais uma fração de segundo, aumentando, por conseguinte, o tempo durante o qual não há variação de corrente, uma vez que a corrente primária continua a circular através da faísca enquanto esta existe.
Daí resulta a diminuição da força eletromotriz induzida na outra bobina (a secundária). A nocividade da faísca em estudo está representada pela relativamente rápida destruição dos contatos platinados do interruptor e pela apreciável perda de energia elétrica que naturalmente se dá em prejuízo da força eletromotriz induzida no circuito secundário.

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