Dobrando-se um imã recto de maneira que tome a forma de U aumenta-se-lhe a força de atração, já que ambos os pólos atuam agora em conjunto sobre a peça a ser atraída. Resultado idêntico obteremos dos eletroímãs retos: se dobrarmos um dos eletroímãs da figura 76 ou 77, com isso lhe aumentaremos o poder atrativo. A figura 78 representa um eletroímã dobrado em forma de U.

Em vez de se enrolar o fio condutor diretamente sobre a barra de ferro macio, costuma-se enrolá-lo, com várias camadas, em tomo de uma armação em forma de carretel, de paredes pouco espessas, de madeira ou latão. Dois destes carretéis, já enrolados, são dispostos de modo que cada um por si só possa envolver um dos ramos da barra dobrada. Ligando-se os dois carretéis (que de ora em diante chamaremos de bobinas) mediante o fio condutor F, a corrente circulará em cada bobina com direções opostas. A mesma coisa acontecia com o eletroímã em cada ramo da barra a corrente circulará também em direções contrárias.

A peça de ferro macio A que pode ser atraída pelo eletroímã chama-se armadura. Os dois ramos da barra de ferro (geralmente cilíndrica) introduzidos nas bobinas têm o nome de núcleos. Denomina-se culatra a parte posterior situada entre os dois núcleos. A culatra também pode ser constituída por peça à parte de ferro doce: neste caso, ambos os núcleos estão fixados à citada peça por meio de parafusos. Tal figura representa, pois, um eletroímã formado de três partes distintas: a culatra e os dois núcleos com as respectivas bobinas. Na figura também se pode observar a direção da corrente e a polaridade resultante.

A fim de impedir que o magnetismo remanescente mantenha a armadura presa aos núcleos, os topos destes acham-se providos, cada um, de minúsculo disco de metal não magnético (cobre ou latão), evitando-se assim o contato direto entre o ferro da armadura e o ferro dos núcleos.

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