Observe-se a força em quilos necessária para que a armadura se liberte dos topos de um electroímã cujas bobinas sejam formadas por 400 espiras de fio fino e pelas quais circule uma corrente eléctrica de 1 ampere, seja de 18 quilos a força necessária.
Se substituirmos tal electroimã por outro enrolado com fio muito mais grosso (mas com menor número de espiras) pelo qual se faça passar uma corrente de 10 amperes, a força para arrancar a armadura também poderá ser de 18 quilos.

Corrente pouco intensa que passe por grande número de espiras de fio enrolado em torno de núcleo de ferro pode produzir a mesma força magnética, ou seja a mesma força atractiva, como a que produziria uma corrente muito intensa mas que circulasse por menor número de espiras. A força magnética de um solenóide é directamente proporcional ao número de suas espiras e à intensidade da corrente que por elas circula. A força de magnetização pode ser expressa em amperes-espira. Um ampere-espira é um ampere de corrente a circular em uma espira, ou seja, é a corrente de um ampere que circunda apenas uma vez o eixo do solenóide; pode ser também meio ampere que circunda duas vezes o referido eixo.

Para encontrar a força magneto-motriz total de um solenóide (ou de um electroímã) multiplica-se o número de suas espiras pela intensidade da corrente que nelas circula. Exemplo:

a) Quatro ampères que circulam em bobina de 25 espiras, produzem 100 amperes-espiras (4 X 25).
b) Dois amperes em bobina de 50 espiras, produzem os mesmos 100 ampères-espiras (2 X 50).
c) Cem ampères que percorram uma bobina de espira única produzem igualmente 100 amperes-espiras (100 X 1).
d) Um ampere a circular por 100 espiras – 100 amperes-espiras (1 X 100).
e) Um décimo de ampere percorrendo 1000 espiras = os mesmos 100 amperes-espiras (0,1 X 1000).

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