Recordemos que um elemento de pilha Daniell tem 1 volt de tensão e a Leclanchè 1 volt e meio. Liguemos uma pilha Daniell em série com um galvanômetro G e com um resistor R de, por exemplo, 2 ohms de resistência, e em seguida observemos a amplitude do desvio da agulha. Se em vez da Daniell empregássemos uma pilha Leclanchè (de igual resistência interna), o desvio seria então maior: uma vez que a força electromotriz desta é maior. O desvio da agulha de G será ainda maior se empregarmos uma pilha Leclanchè de maiores dimensões, isto porque a resistência interna do elemento diminui quando se empregam eléctrodos de maior superfície. Empregando-se qualquer outro tipo de pilha, a corrente que passa pelo resistor R será maior ou menor, em harmonia com a força electromotriz (tensão em volts) e a resistência interna de cada tipo.

A força eletromotriz da pilha, causa primordial da corrente, depende da solução aquosa empregada e da natureza dos eletrodos; é, porém, independente do tamanho destes últimos e da distância que os separa. Duas pilhas Leclanchè, uma de tamanho duplo do da outra, apresentam sempre igual voltagem: o desvio da agulha de um voltímetro (mas não a do galvanômetro) será idêntico em ambos os casos. Mais tarde o leitor compreenderá melhor este ponto, que parece contradizer o que se expôs no parágrafo anterior. Digamos, por antecipação, que pelo enrolamento dos galvanômetros e amperímetros (geralmente de pequena resistência ôhmica) passa, em regra, a totalidade da corrente a medir-se, ao passo que, pelo enrolamento dos voltímetros, sempre de grande resistência, passa apenas uma pequeníssima fracção da corrente eléctrica cuja voltagem se deseja conhecer.

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