O capacitor é um conjunto formado por duas placas metálicas A e B (figura 148), ou por duas séries de placas (figura 149). As duas placas condutoras, ou as duas séries, denominadas armaduras, estão eletricamente isoladas entre si por intercalação de um material isolante C (mica, papel parafinado, ar etc.) a que se dá o nome de dielétrico. Em certos modelos as placas são constituídas por papel de estanho colado sobre vidro agrupado em duas séries que se entrelaçam, como se vê na figura 149.
Outros modelos de maior capacidade são constituídos por duas longas e estreitas tiras de papel de estanho, e de outras duas de papel isolante parafinado, dispostas alternadamente umas sobre as outras. Enroladas e comprimidas as tiras, é o conjunto alojado em pequena caixa metálica, às vezes do tamanho de uma caixa de fósforos. Um borne ou terminal exterior está em contato elétrico com uma das tiras de estanho; o outro terminal está em ligação com a segunda tira metálica. Com duas tiras de papel de estanho, cada uma com cerca de 4 metros quadrados de superfície, obtém-se um capacitor de 10 microfarads, desde que a espessura do seu dielétrico (neste caso papel parafinado) não vá além de 2 centésimos de milímetros. A capacidade dos modelos que acabamos de estudar não varia: por tal motivo são eles conhecidos pelo nome de capacitores fixos.

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