A abertura e fechamento de um circuito pelo qual circule corrente elétrica, gera outra corrente em circuito contíguo.
Assim, também, essas variações originam no próprio circuito primário certa modificação na força electromotriz da corrente que por ele circula.
A tal fenômeno dá-se o nome de auto-indução (ou self-indução). A força eletromotriz que se produz em virtude da auto-indução tem sempre um sentido tal, que o seu efeito se opõe à modificação da corrente que a produziu (lei de Lenz).
A auto-indução tem origem no seguinte: quando a corrente começa a passar ao longo de um fio condutor, as linhas de indução magnética por ela originadas podem atingir outras partes desse mesmo fio.
Desta ação de um condutor ser cortado pelas suas próprias linhas resulta uma força electromotriz momentânea (denominada força contra-electromotriz) que procura circular pelo mesmo condutor, mas em sentido inverso ao da corrente originária. Quando cessa esta última, as linhas de indução, ao desaparecerem, cortam de novo o condutor, mas agora em direção oposta: aparece então uma força electromotriz que tem a mesma direção da corrente primitiva.

Os efeitos da auto-indução quase não são notados em um fio condutor retilíneo: quando, porém, ele está enrolado em hélice (solenoide) o campo magnético de cada espira corta muitas espiras vizinhas
e, por tal motivo, a auto-indução aumenta: esta é proporcional à corrente, ao número de espiras e à quantidade de linhas de indução magnética que atravessam o solenoide. Quando este último contém um núcleo de ferro (eletroímã) os efeitos da auto-indução são ainda muito maiores.
Entretanto, em virtude da força contra-eletromotriz, não se observa nenhum efeito ao fechar-se o circuito no qual esteja intercalado um eletroímã. Quando, porém, se dá a interrupção. surge um arco voltaico motivado pela corrente induzida (momentânea e direta) que prolonga a corrente no circuito.
A figura 125 representa a seção transversal de um campo magnético uniforme; os pontos indicam as extremidades das linhas de indução; a direção destas é para baixo, transpassando o papel. Isto quer dizer que tais linhas de indução, saindo perpendicularmente sobre a superfície da folha de papel, furam, por assim dizer, o próprio papel. C1 representa uma espira fechada, de cobre ou outro material condutor, colocada no campo magnético e com o seu plano em ângulo reto com a direção das linhas de indução. Suponhamos que tal espira é levada repentinamente para a posição C2. Depois de permanecer em C2 durante alguns momentos, é ainda levada, também repentinamente, para a posição C3, já fora do campo magnético. Nos dois casos, a espira conservou o seu plano sempre em ângulo reto com as linhas de indução.
Assim sendo uma corrente induzida e momentânea circulou pela espira no segundo movimento.

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