A mencionada Transformação (da alta tensão para a baixa) pode ser comparada com a que se realiza na transmissão de energia de uma bicicleta, conforme está representada no alto da figura 145. Próximo aos pedais da bicicleta existe uma engrenagem maior denteada provida de muitos dentes: é o primário. Na parte traseira existe uma pequena engrenagem, também denteada, mas provida de menor número de dentes: é o secundário. Uma correia formada por pequenas peças metálicas conjugadas entre si estabelece a ligação entre as duas rodas: é o ferro do transformador. A velocidade de ambas é transformada na proporção do número de dentes. Sobre a engrenagem maior exercemos, com os pés, grande esforço com velocidade moderada. Na menor aparecerá a mesma potência, mas transformada: temos maior velocidade e menor esforço. Em virtude do atrito, também aqui há perdas na transformação.
Nos transformadores tudo se passa de modo análogo. Sobre o mesmo núcleo de ferro estão enroladas duas bobinas: uma delas, formada por muitas voltas de fio fino. será o primário A outra, composta de poucas espiras de fio grosso, constituirá o secundária A bobina primária ao absorver corrente de alta tensão e de fraca intensidade, transmite essa energia à bobina secundária por intermédio do núcleo de ferro, sob a forma de imantação. Nesta última bobina aparecerá uma corrente intensa, mas de baixa tensão.

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