O acumulador, como o próprio nome indica, é um aparelho capaz de armazenar energia elétrica. Tal energia, obtida mediante efeitos eletrolíticos, pode ser utilizada logo em seguida ou ficar armazenada para ser gasta mais tarde.

Em uma solução de ácido sulfúrico contida em vaso de vidro estão mergulhadas, separadamente, uma barra de carvão C e uma placa de chumbo P (figura 29). Fechando-se o circuito desta nova pilha improvisada através do galvanômetro G, este nos revela a existência e a direção de uma corrente elétrica. O carvão é o eletrodo positivo: por conseguinte, a placa de chumbo desgasta-se como se desgastava o zinco das pilhas anteriormente descritas. A corrente assim conseguida é, entretanto, bastante fraca, uma vez que a diferença de potencial elétrico entre carvão e chumbo é muito inferior à que se verifica entre carvão e zinco.

Substitua-se a barra de carvão por outra de chumbo (figura 30): desta forma os dois elétrodos P e P1 serão construídos pela mesma substância — o chumbo. Como agora não existe diferença de potencial elétrico, pois os corpos são de mesmas substâncias (condição indispensável para que surja a corrente elétrica), a agulha de G permanece imóvel no ponto de repouso, sinal de que não existe corrente.

Prossiga-se na experiência intercalando no circuito três pilhas, conforme mostra a figura 31, e deixe que o conjunto fique assim ligado por algumas horas: a corrente mantida pelas pilhas circula como está indicando o desvio do galvanômetro G. Observa-se que o eletrodo P1 em comunicação com o pólo positivo da bateria começa a tomar a cor marrom, e o outro, a cor cinzento-clara. Depois de algum tempo aparecem bolhas gasosas em ambos os eletrodos: trata-se da polarização já observada nas pilhas, fenómeno que no presente caso nos vai ser útil.

Desligando-se os três elementos da experiência, forme-se o circuito indicado pela figura 32: surpreendentemente verificaremos que, embora retiradas as pilhas, existe outra corrente elétrica, agora de direção contrária à que tinha a da figura 31, conforme prova o desvio de G. Tais experiências ensinam a conhecer o princípio em que se fundam os acumuladores elétricos: na figura 31, o acumulador (constituído pela solução de ácido sulfúrico e pelas duas placas de chumbo) está em carga. Na figura 32 ele se acha em descarga, isto é, está fornecendo energia elétrica.

A ação prolongada da corrente das pilhas fez com que P1 se oxidasse, e P se reduzisse a chumbo esponjoso: estes dois diferentes estados das placas dão origem à força eletromotriz utilizada na descarga.

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