Consideremos, a seguir, um sistema de oscilações elétricas, ou seja um circuito oscilador, como se vê na figura 152, em B. Em vez da mola temos um capacitor (Cd), e em lugar da esfera existe uma bobina (b). Em 1 tudo está em repouso: o capacitor não está carregado e pela bobina não circula corrente. Não existe, portanto, o campo magnético.
Em 2 o capacitor já está carregado e a respectiva tensão é indicada pelas linhas representativas da carga elétrica que, no desenho, unem uma placa à outra. Carregando-se o capacitor de acordo com o processo indicado na figura 151, isto é, uma das armaduras foi ligada por pouco tempo ao pólo positivo, e a outra ao negativo da bateria elétrica. Em 3 o capacitor acaba de ser descarregado, e por tal motivo desapareceram as mencionadas linhas de carga elétrica: em conseqüência, pela bobina circula uma corrente cujas linhas de indução magnética estão indicadas na figura.
Surge então um fator importante, o fenômeno essencial: a corrente elétrica e o campo magnético estão dominados pela inércia. A corrente segue circulando no sentido indicado pela seta, embora em 3
a tensão do capacitor seja nula, isto é, embora o capacitor não mais funcione como gerador de corrente. A corrente contínua prevalece o seu curso até atingir o estado 4: o capacitor, então, adquire uma nova carga
elétrica, mas de sentido contrário ao do caso 2. Em 5 a manobra se repete em sentido inverso: o capacitor perde novamente toda a carga, porém, em troca, a bobina adquire de novo um campo magnético, e assim sucessivamente, até à extinção total da energia em consequência de perdas inevitáveis.

Havendo, como há, troca contínua entre a carga elétrica do capacitor e a energia magnética da bobina, pelo circuito em exame deve então circular uma corrente alternada. Um amperímetro de ferro móvel
poderá revelar tal corrente, desde que a freqüência dela seja suficientemente baixa: e é o que realmente acontece como vamos demonstrar.
O Cd é um capacitor de papel de estanho de 50 microfarads. Bê uma bobina cujas dimensões são equiparáveis, com núcleo de ferro fechado e coeficiente de auto-indução bastante alto: cerca de 2000 henrys. Am é um amperímetro de equipagem móvel cujo ponteiro deixa de oscilar em poucos décimos de segundo. Movendo-se o comutador Cm para o lado esquerdo, carregaremos o capacitor a uma tensão de 220 volts.
Em seguida ligando-se o capacitor à grande bobina B, manobrando-se, com esse fim, o comutador Cm para o lado direito: imediatamente o ponteiro do amperímetro começa a oscilar para frente para trás, aproximadamente uma vez em cada dois segundos. Podemos observar a passagem de uma corrente alternada cuja frequência é de meia oscilação por segundo. Tais oscilações, fortemente amortecidas, são comparáveis às do caso indicado pelo diagrama. A carga elétrica inicialmente armazenada no capacitor é consumida rapidamente pelo aquecimento das espiras da bobina.
Diminuindo-se a capacitância do capacitor de 50 para 5 microfarads, a duração das oscilações será aproximadamente três vezes menor. Se em seguida reduzirmos também a auto-indução, substituindo, com esse fim , a bobina de 2000 henrys por outra de 30, resultará frequência muito elevada. Tal frequência já agora não pode ser revelada pelo amperímetro que acabamos de empregar, uma vez que a inércia não permite que o ponteiro do aparelho acompanhe oscilações tão rápidas.

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